Teatro: As árvores morrem de pé

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“Morta por dentro, mas de pé como as árvores” é a frase que ainda ecoa no imaginário do Teatro em Portugal, designadamente nas Noites de Teatro emitidas pela RTP. A frase pertence ao clássico texto de Alejandro Casona e é dita no final da peça pela lendária actriz Palmira Bastos que a interpreta e protagonista.

Tudo começa numa organização que pretende tornar as pessoas mais felizes com poesia e criatividade. Um velho senhor chega um dia ao escritório dessa estranha organização com um pedido surpreendente: o seu neto tornou-se um perigoso delinquente, mas ele quer esconder a verdade à sua mulher.

Ao longo de vários anos enganou-a escrevendo-lhe cartas fictícias, supostamente do neto, criando a imagem de um famoso arquitecto que vivia no estrangeiro.

Um dia o verdadeiro neto envia um telegrama anunciando a sua chegada. Porém, o navio em que viajava sofre um naufrágio e todos os passageiros morrem. O velho senhor propõe então à organização que coloque em sua casa um casal fingindo ser o neto e a sua mulher para tornar real a ilusão da avó.

Texto mítico do reportório do Séc XX, “As Árvores Morrem de Pé” experimenta e contraria os patrões clássicos do Teatro, criando fissuras nas personagens, desagregando-as da sua identidade, confrontando-as com o conceito da verdade e dos seus espelhos no poder recriador da ilusão.

M/12
Teatro Politeama
Rua Portas de Santo Antão, 109
1150-266 Lisboa

Elenco: Eunice Muñoz, Ruy de Carvalho, Manuela Maria, Carlos Paulo, Maria João Abreu, João D’Ávila, Hugo Rendas, Ricardo Castro, Paula Fonseca, Rosa Areia, João Duarte Costa, Patrícia Resende e os jovens actores João Sá Coelho, Pedro Goulão e Francisco Magalhães.

Encenador: Filipe La Féria
Texto: Alejandro Casanova

Quarta a Sábado às 21h30, Sábado e Domingo às 17h00

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