Suspensão dos apoios à contratação reduz ofertas de emprego em 21,4%

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Em 2016, os centros de emprego registaram 147 mil ofertas de trabalho, quebrando a tendência de crescimento que se verificava desde 2012. Apoios à contratação recuaram 73%.

 

Os centros de emprego receberam no ano passado menos 31 mil ofertas de emprego, interrompendo a tendência de aumento que se verificava desde 2012. Esta redução de 21,4% em relação a 2015 ficou a dever-se, como explicou o secretário de Estado do Emprego, Miguel Cabrita, à suspensão dos apoios à contratação e a uma maior dinâmica do mercado de trabalho.

Questionado sobre as razões que levaram a esta redução, o secretário de Estado do Emprego apontou duas razões. O maior dinamismo do mercado de emprego, “o que faz com que haja uma dinâmica própria de ofertas e colocações” sem ser necessária a mediação do serviço público de emprego, e a suspensão da medida Estímulo-Emprego durante seis meses até à entrada em vigor de um novo apoio à contratação de desempregados.

Para beneficiarem deste apoio, as empresas eram obrigadas a registar a vaga de emprego nos centros do IEFP, mas como esta medida esteve suspensa entre Julho do ano passado e Janeiro deste ano, isso acabou por influenciar os números globais.

Desde final de Janeiro está em vigor a medida Contrato-Emprego que é mais selectiva do que o Estímulo-Emprego e está sujeita a novas regras.

Olhando para os vários sectores, constata-se que todos, sem excepção, contribuíram para a diminuição do número total de ofertas de emprego recebidas em 2016. Isso aconteceu sobretudo nos serviços que, em termos absolutos, registaram a maior quebra (de 21.657) o que corresponde a 68,4% do valor total. A indústria e a agricultura apresentaram também decréscimos (de 20% e 24,5%), o que, em termos absolutos, corresponde a menos 7595 na área da indústria e a menos 2062 na agricultura.

Acompanhando a tendência de queda das ofertas, também as colocações efectuadas pelos centros de emprego recuaram face ao período homólogo. O número, notam os autores do relatório, “evidenciou uma variação negativa na ordem dos 15,7%, no período em análise, o que correspondeu a menos 19,1 mil colocações face ao ano de 2015”.

Apoios à contratação recuam 73%

O relatório do CRL dá ainda conta de 110.267 desempregados abrangidos por apoios do IEFP em Novembro de 2016, um valor que é 41% inferior aos beneficiários das medidas em Novembro de 2015. Essa redução é particularmente expressiva nos apoios à contratação (Estímulo-Emprego), o que se traduziu em menos 37.563 abrangidos (-73%). As medidas relacionadas com estágios recuaram 33% e os Contratos Emprego-Inserção (CEI) diminuíram quase 25%.

Dos 110.267 abrangidos em Novembro, 44,5% frequentavam estágios (ao abrigo da medida inserção profissional) 41,4% tinham CEI e 12,7% receberam apoios à contratação.

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